Vendas de caminhões

Venda de caminhões deve crescer 10% em 2013

 As vendas de caminhões novos no Brasil devem crescer cerca de 10 por cento em 2013, recuperando parte do tombo de dois dígitos previsto para este ano, afirmou a associação de concessionários de veículos, Fenabrave, nesta terça-feira.

Segundo o presidente-executivo da entidade, Alarico Assumpção Jr., as vendas de caminhões devem atingir patamar de 155 mil unidades no próximo ano, acima das 139,85 mil previstas para 2012 e que representarão eventual queda de 19 por cento sobre o total vendido em 2011.

“As vendas vão ter um ano positivo (…) vão recuperar parte da perda sofrida neste ano”, disse Assumpção, citando como fatores a esperada aceleração da economia no final deste ano e o crescimento previsto para a safra de soja, que deve passar de 66 milhões de toneladas em 2012 para cerca de 80 milhões no próximo ano, o que deve impulsionar a aquisição novos veículos para o transporte.

Nos primeiros oito meses de 2012, as vendas de caminhões despencaram 20,2 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 91.623 unidades.

Além da desaceleração da economia – que incentivou adiamento de investimentos – o segmento de caminhões tem sofrido com forte movimento de antecipação de compras de 2011, ano de recorde de licenciamentos e produção, ocorrido diante da mudança no regime brasileiro de emissões, que obrigou a produção de veículos menos poluentes, mas mais caros, a partir deste ano.

Colheitas elevaram vendas de caminhões

A colheita de soja e outros produtos agropecuários ajudaram a elevar em 5,91% as vendas de caminhões em agosto na comparação com o mês anterior. “Tivemos uma safra de 66 milhões de toneladas de soja que justificam isso”, disse o presidente-executivo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Jr.

Mas, segundo ele, o avanço no segmento de pesados pode ser justificado também pela retomada da atividade do próprio setor automotivo, que utiliza caminhões para transportar peças, componentes e os veículos produzidos. “Tivemos uma pequena retomada da indústria automobilística que resultou em aumento no transporte de componentes e veículos fabricados, que é feito por caminhões”, explicou após divulgação de dados do setor.

As vendas no segmento de pesados, no entanto, seguem em queda no acumulado deste ano, ante o mesmo período de 2011, por conta de mudança de tecnologia de motores – que encareceu os veículos nas concessionárias – e da redução da atividade econômica do País. O recuo, nos oito meses até agosto, é de 20,17%. Para a Fenabrave, nem a recuperação da economia brasileira esperada para o segundo semestre pode mudar o quadro de licenciamentos no segmento: a Fenabrave projeta um recuo de 19% nos emplacamentos de caminhões neste ano sobre 2011.

Assumpção Jr. elogiou medidas tomadas pelo governo federal para alavancar o investimento em infraestrutura no País, como as concessões para rodovias e ferrovias, e pacotes de estímulo específicos para caminhões, a exemplo da redução da taxa de juros do Finame, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele deixou claro, no entanto, que o segmento não tem uma resposta tão rápida quanto o de veículos leves, que bate recorde de vendas com a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O caso do caminhão é moroso”, disse, lembrando que é um produto bem mais caro e que está diretamente associado ao nível de atividade e de investimentos no País.

Fontes: Exame e Jornal Cruzeiro do Sul