Sem medo da tecnologia

Motoristas não se intimidam diante dos novos caminhões e suas inovações tecnológicas e se dizem interessados em aprender, mas citam a falta de treinamento e baixa escolaridade como empecilhos  para aproveitarem mais as vantagens proporcionadas pelas novas tecnologias

tecnologia As inovações tecnológicas incorporadas aos caminhões que estão sendo lançados no mercado brasileiro ainda precisam ser melhor assimiladas pela maioria dos carreteiros, principalmente os mais experientes, que alegam desinteresse, falta de tempo, de oportunidade ou timidez. Há também casos em que o patrão recebe o curso ou ensinamentos básicos sobre o funcionamento do veículo, na revenda, e não repassa ao motorista que, não querendo “passar recibo de inexperiente” vai para a estrada sem saber tirar o máximo do caminhão novo. 

No trecho, os estradeiros falam sobre as novas tecnologias embarcadas e o que pensam delas. A goiana Edna Patrícia Ribeiro tem 39 anos de idade, 10 de profissão e viaja por todo o País, porém com maior frequência para os Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará, além de todo o território de Goiás. Mesmo sendo uma apaixonada pela profissão, confessa que ainda sente alguma dificuldade no manejo do caminhão. 
Quanto às novas tecnologias, não se assusta, garante que aprendeu rápido e não tem problemas no uso do rastreador, computador de bordo e itens eletrônicos. Diz que domina bem o câmbio automatizado, mas admite não gostar, porque prefere as caixas mecânicas.  E para as comunicações com a família, amigos ou com a empresa, o Whatsapp do celular  é  a ferramenta mais usada. Segundo ela, a relativa relutância que muitos estradeiros têm em relação às inovações tecnológicas dos caminhões modernos acontece, principalmente, devido ao baixo nível de escolaridade da maioria. “Grande parte tem dificuldades até mesmo para ler e escrever”, salienta. Vaidosa,  Edna não desce da cabine sem antes passar batom e pentear os cabelos.

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